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 Lizzie e Darcy, do filme Orgulho e Preconceito

Não foi o fato da professora de história ter passado o filme. Que, para quem não sabe, conta a história de uma família que morava na Inglaterra e que tinha cinco filhas, entre 12 e 20 e poucos anos. Como era feitio daquela época, todas deveriam se casar para herdar a casa e4m que moravam. Mas uma delas, Lizzie, não gostaria de se casar com alguém que não amava, aliás, ela não gostaria de casar-se com ninguém. Ela é o orgulho. Mas eis que ela encontra Mr. Darcy, homem misterioso e também orgulhoso. Mas que não desejaria se casar com uma camponesa cuja família era mais desagradável do que a arrogância que ela possuia. Ele era o preconceito.

O fato é que a história se repete. Num novo século. Onde a internet é o centro de todas as informações e uma jovem garota, eu, muito orgulhosa do jeito que sou, jamais desejaria se casar. Casamento priva a realização de todos os sonhos possíveis. E ele, que vocês sabem bem quem é, um garoto igualmente orgulhoso, que não se preucupa com a vida.

Ela está apaixonada por ele. Mas não sabe se seus sentimentos são correspondidos. Embora todos digam que sim, ela ainda quer acreditar que não. Ora, porque uma pessoa que ama tanto a outra não diz o que sente?

Orgulho. Talvez esta seja a resposta para que nenhum dos dois lados se manifestem. Orgulho e medo. ao menos é o que eu sinto. Hoje foi diferente. Assistimos o filme até o final. Claro: final feliz, como todos os outros filmes que interpretam uma época vitoriana em plena Inglaterra. Aqui, mundo real, a história é diferente. Viagem no fim do ano, fugir de quem? Pra que? Dele? Talvez…

Hoje ele veio perguntar se eu gostava dele, eu neguei. Ah, como eu sou burra! Porque neguei o que está diante de meus olhos? Mas porque ele não disse que me amava? Será que ele me ama? Será que…

Amanhã será outro dia, agora estou de cabeça cheia. Chorei muito. E as lágrimas ainda vão derramar mais. Mas ele sabe a resposta. Eu sei que ele sabe.

Eu tenho algo dentro de mim que atrai o fato da perda de tempo. Essa semana muita gente me fez perder tempo. Hoje mesmo, aliás. De manhã, no colégio, minha amiga “J” chegou pra mim dizendo:

-Daniele, (esse é o meu nome verdadeiro, pra quem ainda não sabe, Nina é apelido. Nina Vip é pseudônimo, eu sei, eu sei, eu sou “muito espertinha”…) hoje vai rolar um ensaio aqui no colégio pra um desfile que vai ser nesta quinta. Eu tou com uma lista aqui. Assina o teu nome?

-Desisti de ser modelo. esse mundo não é pra mim…

-Ah, por favor! Vai ser legal, só vai a “elite”. E além disso o “D” vai tá lá também…

Preciso dizer? “D” é o carinha que eu mais gosto no colégio. Ele sabe disso, mas me ignora porque no inicio eu ignorava ele. Cês conhecem a história, né?

-Tá bom, eu venho. Mas ai eu tenho que ver o horário, eu trabalho e talz…

-Ah, vem Nina!- Era o “D”, que emoção!

E eu fui. As quatro horas da tarde. Pedi pra sair mais cedo do trabalho. Chegando lá, descobri que o estilista havia cancelado tudo. Ele tinha ido pra Sampa ver uma amostra de roupas. Ninguém foi e ainda me disseram que o “D” tentou ligar pra mim, mas não tinha conseguido. Azar o meu. Me arrumei todinha, depilei tudinho e me ferrei. Perda de tempo…

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