Saudade do Presidente Figueiredo
(http://blog.hellokitty.com/dantegabrielr)
No aeroporto o mister Simpatia, malvado tigre de pelúcia, ia distribuindo rosas aos tolos.

Lei do mé e batom

Não, a sensação de que tudo é muito ridículo, principalmente nós mesmos, não é afrodisíaca.

 

Nada é sério.

 

Agora há cartazes proibindo bebidas alcoólicas no metrô. Sempre o fascismo.

 

Se eu fosse rei, a lei diria o contrário. Seria obrigatório beber cachaça nas “dependências do metrô”.

 

Seria a lei Antônio Carlos, a lei do mé.

 

Dez anos atrás, rabiscar nas paredes ainda era contestação, coisa política, cultural. A opinião pública sofreu lavagem cerebral e grafiteiros são pensados como vândalos.

 

Saiu por aí que batom mancha e é difícil de apagar. Estão a beijar loucamente o túmulo do Wilde. São nossos tempos.

 

Acho que devemos exigir batons mais baratos e distribuí-los aos vândalos.

 

 

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