Não, a sensação de que tudo é muito ridículo, principalmente nós mesmos, não é afrodisíaca.
Nada é sério.
Agora há cartazes proibindo bebidas alcoólicas no metrô. Sempre o fascismo.
Se eu fosse rei, a lei diria o contrário. Seria obrigatório beber cachaça nas “dependências do metrô”.
Seria a lei Antônio Carlos, a lei do mé.
Dez anos atrás, rabiscar nas paredes ainda era contestação, coisa política, cultural. A opinião pública sofreu lavagem cerebral e grafiteiros são pensados como vândalos.
Saiu por aí que batom mancha e é difícil de apagar. Estão a beijar loucamente o túmulo do Wilde. São nossos tempos.
Acho que devemos exigir batons mais baratos e distribuí-los aos vândalos.